Escritos

Wednesday, February 15, 2006

Carta 7

Querida,

Uma sombra atravessa o que eu sou hoje. Mais uma vez, nao saí de casa, como sempre fazíamos e o vizinho veio perguntar-me por quê eu fico na janela até tarde da noite, olhando para o gramado do nosso quintal. Olhei-o o rosto e nada respondi. Não há resposta a tais perguntas; ela foi embora há quatro meses, junto com você. O vizinho ficou ali, imóvel, olhando-me com uma cara de interrogação, até a expressão mudar para consentimento e ele se despedir. Vi-o indo em direção a casa, abrindo a porta; aliás, a porta sendo aberta para ele. Era sua esposa e sua filha; esta estava em perfeita felicidade, suja de tinta desde os joelhos até os pés. (Nosso) vizinho trocou uma palavra com a esposa, que olhou em minha direção, por detrás do vidro, com uma expressão de tristeza no rosto. Fechou os olhos, exclamou algo para o nada, ou para tudo, e entrou em casa.
Sete semanas. Faz sete semanas que você não está presente fisicamente aqui. A geladeira ostenta um bilhete seu - o último bilhete seu - preso com um ímã. O seu bilhete de despedida: seu novo começo; meu eterno fim. Como vai sua vida? Como vai o trabalho? Árduo? Imagino. Você sempre foi dedicada; às vezes, lembro, que idiota que eu era!, ficava irritado pois você tinha de terminar seja lá o que estivesse fazendo para ficar junto a mim, e muitas vezes eu ia para a cama sozinho. Acordava e você já tinha se ido novamente. Talvez esse foi o início do que se passa agora em minha alma. Esse vazio, essa solidão, as oportunidades que eu perdi e que me fazem doente até hoje. Eu lhe dava tanto amor, o que fiz de errado?
Conversei com um amigo na terça-feira. Ele disse que eu parecia dez anos mais velho. Errou. Estou, definitivamente, vinte anos mais velho. Falou do trabalho, que larguei, da esposa, que eu perdi. Falou e falou. Perguntou-me se eu voltaria a trabalhar, não sei, eu lhe disse. Ele tentou me animar, dizendo que a vida continua. Decerto, ela continua: o sofrimento aumenta a cada dia e então eu percebo como a vida passa devagar. Não quero dar cabo nela. Enfrentarei minhas angústias, meus pesares, meus medos, minha solidão. Através destas cartas, que você não lerá. Essas cartas, de certo modo, mantêm você aqui, mantêm você perto de mim, mantêm eu mesmo perto de mim...
Perdi-me no meu interior, perdi minha vida. O que levo são dias após dias de lassidão física, de dor emocional, de pesares imortais. Tentei Deus, tentei tudo: inútil. A única cura para meus sofrimentos está andando por aí, braços nos braços de alguém que, não sei por quê, soube mais que eu a atrair. Vai, nuvem negra, passa o dia, mas deixa o mal que me arrasou. Vai, chuva forte, lava o dia, e deixa a enxurrada que me carregou. Vai terreno seco, seca a vida, e deixa o não que me matou...
Tive oportunidade de amar outra vez uma mulher nessa semana: inútil. Meu amor por você é infindável. Levávamos um monólogo a dois; nada que ela dizia me alentava a alma, enegrecida e ferida por uma imagem sua. Gostei de ela ter tentado, mas não dava certo. Parecia que eu estava fazendo algo errado. Um amor nunca morre, desvanece. E, às vezes, levam anos para isso acontecer.
As lágrimas estão borrando a folha, por isso vou parar por aqui. Vou voltar para o desvão imenso da minha alma, meu lugar escuro, meu lugar escondido. E ficar lá, sentado naquele canto que se chama solidão, e chorar mais a minha sina. O lugar dos desalmados fica em sua própria alma.

Rafael.

Sunday, February 12, 2006

I'm not kidding... I love to surprise people, and you may expect from me A LOT of that (I think you'll have one already on Monday). Surprises are things which make difference on our lives. Do you dream and have hopes? I really didn't expect that. I thoughtyou were really into that guy.
About that, sorry things didn't work out for you; really I am, 'cause the only thing I want from you is your happiness. However, the fact that you are single... hehe... gives me an enormous ray of hope in my life. Don't worry about your heart being broken. Someone can fix it up, and I am really interested in doing that, if you allow me to. I know things are going on too fast, but let's see things in this way: how many more surprises can we discover if we know a little bit about each other?
I'm not too much for you: you are everything... will I handle that? Someone as special as you... it's like an astounding dream, a movie scene: you never expect that being true, and when you came up to me, out of nowhere, I didn't believe it. But now I know, and I feel it's right: you're here, not in my dreams as you were before; and the only thing that was left for it was a personification of those endless dreams. You're the one. You're that. You're everything I was hoping to find in my life. On Monday we'll meet, and I'll make a request from you. But I won't tell you now what's that about, you'll discover on Monday, when I'd be looking into your beautiful black eyes, holding your little precious hands. Will you give me that chance?

I'm afraid of only one thing: I've been going through your communities on Orkut and thinking about somethings you've said to me... I'm afraid of disappoint you: and I'll tell you right now.. I just came out of a hard losing-weight process... and am good and thin (I have a large back, though...) but I'm still not ready. If you, in the first month don't worry about that it'll be okay. That's what I am most afraid of: you look at me and lose all that feeling you say you have about me. It would be not the first time in my sad life but it'll be one more dismayed moment. I'll ask you to wear something that I'd be able to distinguish you from all other girls that will be there, even though I could recognize you far and far away... I'm not interested in meeting those girls; I'm interested in meeting you. As we both like songs: "baby, you're the one", Elton John; "my love, there's only you in my life, the only thing that's bright.... I'll be a fool for you..." Lionel Richie.... I hope our dreams would come true. Even the clichès songs: "every night in my dreams... I see you I feel you".. that's absolutely true. YOU TAKE MY BREATH AWAY.

I don't know if I am being too much of a crazy fool about you, but I feel happy that way.. The phrases you wrote me: how can I forget? YOU'RE everything I could expect from a girl. Like you, and our coincidences dont't end there: it was the best moment for you to show up in my life. Too much for me, but I work hard for what I want. And, in every word, I want you in my life. You'll decide that.

I'm not an illusion, I'm right here, and I am waiting for you.
Always.

À Re. F.

Quem é você? "Você, que não encontro mais... os beijos que já não lhe dou... fui tanto pra você e hoje nada sou." É triste viver assim, na realidade. Mas, quem é você? Você chegou na minha vida como se alguém, ou algo superior, tivesse pegado você pelas mãos e depositado defronte a mim. A pergunta já não sei responder. Três dias, três dias mágicos, incríveis, experiências novas, vaticínios preparados? Não, destino? Acredita nele? Obra do acaso?, mera coincidência?

Elas são demais, e em grande profundidade. Posso dizer que sou outro, um outro renascido das cinzas que minha alma era. Grato a você por essa mudança. Essas perguntas... precisam de resposta? O que precisa de resposta se é perfeito? Eu a acho encantadora demais. Decepcionar-me contigo? Difícil... Mais fácil é o contrário acontecer. Não sei se sei a amar do jeito que você merece; pois você merece: não há no mundo alguém como você. Fomos "feitos um para o outro"? Não sei. E é nesse "não saber" que jaz o mistério mais absoluto e incrível que a vida pode nos proporcionar. Você mudou meu jeito de pensar, meu jeito de agir com os outros... fez-me crer e voltar a pensar que há alguém no mundo com um carinho para me dar, e que seja independente, forte, aprazível ao mesmo tempo; você, neste curto tempo em que nos conhecemos (pouco conhecemos, e confesso que adoraria continuar a conhecê-la por um bom tempo), reviveu uma parte de mim, um "pedaço de mim" que achei que havia morrido, pois eu "trago o peito tão marcado, de lembranças do passado" e você, se espaço me der, saberá a razão. Aliás, essa música traduz um pouco de mim. Conheça-me, eu lhe peço: "novos dias tristes, noites claras, versos, cartas, minha cara..". Você, sem querer, ajudou a reacender uma vela que não brilhava há muito em meu peito estraçalhado por negações e rejeições das piores maneiras possíveis.

As frases que você me disse, elas não sairão tão depressa da minha mente. Nunca, nunca antes, e não pense que é brincadeira, nunca ninguém me havia dito certas palavras, certas coisas que eu li, de modo sincero (como pude a notar), meus olhos marejavam, minha alma suspirava. Mas, ao mesmo tempo, minha alma atormenta-se, pois de esperanças vivi cheio durante toda minha vida, e elas todas fracassaram, esvaíram-se como pó pelo ar, sem deixar mais rastro, a não ser uma cicatriz que não desvanece: é permantente. Suas palavras maquiaram algumas dessas cicatrizes, algumas dessas feridas que ainda estavam abertas. Isso, em dois dias. É algo que não aconteceu comigo, e acho bom demais para ser verdade. Como? Essa é uma pergunta sem resposta. E pretendo não a procurar, deixe que o mistério da passagem da vida a responda por mim, por você e, quem sabe, se eu lhe agradar, por nós. Não quero, de modo algum, que se sinta em posição defensiva em suas atitudes. Faça o que bem entender: diga "não" se não quer, diga "sim" se quer; só não me ponha à espera em um "talvez" porque tudo na vida, com o sábio tempo, desaparece (menos um amor muito grande, o que não é impossível: passei a acreditar em cada aspecto da vida). Não quero que se sinta pressionada de modo algum, deixe que eu fale, é um modo de tirar da minha alma o peso que eu mesmo coloco nela. Se quiser, nem precisa ler essas frases, que para mim significam a vida, mas para você, podem ou não nada significar a não ser um extremo romantismo ou ridículo de alguém que ainda não sabe propriamente o que é amar.

Não sabe o que dizer ao me ver? Pois que não diga nada: deixe que os olhos se entendam. Eles têm uma linguagem própria, uma conexão com nosso íntimo subconsciente. Olhos não mentem, e "olhos nos olhos", sem palavras, às vezes, equivalem a um livro inteiro. Pois confesso que talvez não fale nada ao ver você. Sou tímido, sabe disso. Vou seguir minhas palavras e deixar que meus olhos repousem nos seus, e eles irão falar as primeiras palavras: vão apresentar-me a você (e vice-versa) de um jeito que não se expressa por palavras, de uma maneira inefável. Olharei para você, a encarnação do sonho; o que eu esperei, sofrendo, a vida inteira.

Não sei dizer, nem posso adivinhar a força que essas palavras aqui escritas fazem em você. Será que a afetam de algum modo? Ou apenas pensa que eu seja mais um dos incontáveis "últimos românticos" a falar de amor com você, em uma quase declaração? Às vezes, pego-me pensando em você... faço planos, sonho com um futuro nosso; no entanto, esses sonhos desvanecem sempre, pois sei que, talvez, não goste disto que escrevo, ou de algo que eu faço. Quem me dera estar com você para ouvir o que você tem a dizer disso!!

Sinto-a tão perto, mas tão longe. Perto fisicamente, longe de outros mod0s. Estamos, afinal, no mesmo espaço, no mesmo lugar. Ainda assim, minha mente pessimista não crê que você seja real, que exista. Não que eu lamente minha vida, meu passado e nem desmereça você: um dia, explicarei-a tudo. Você se faz perfeita sob todos os aspectos, desde o emocional até o gosto por certos filmes, músicas, estudos, trivialidades. Isso me move, junto às suas palavras, a um plano maior, um plano em que me imagino feliz, ao seu lado (quem sabe?), caminhando juntos na jornada da vida, mesmo que essa vida dure uma semana: não "proponho casamento a você na primeira semana" (palavras suas). Apeguei-me aos seus detalhes... não é como você diz que é: acho você linda, estupenda. Só não creio no contrário: eu? Só rindo mesmo! Não é feia, é mais linda do que a maioria: você reune em uma só qualidades invejáveis, qualidades essas que, se metade desta cidade tivesse, Éden não estaria muito longe. Possui defeitos? Decerto. E digo-lhe mais: desejo conhecê-los profundamente. Possuo defeitos? Decerto. Se você quer os conhecer, não sei. Você apenas me dirá.

Decepcionar contigo? Não. Certamente não. Vi-a, e, como eu disse, "não me faças apaixonar por ti, sou precipitado". Talvez eu tenha precipitado; já, sim. E não me arrependo, nem me arrependerei disso: serei grato para sempre. Há um ról de pessoas que figuram as melhores: você foi a mais rápida a entrar nesse ról, surpassando muitas pessoas que eu achava que me ajudavam. Um dia, se quiser, explico o porquê. Só não me repita mais que eu me decepcionaria com você: isso não é verdade. Talvez o contrário seja verdadeiro. Você me conhece pelos meus pensamentos; odeio mentiras, então cada linha daqui é verdadeira, cada linha deste texto é uma porta para a qual você apenas tinha a chave, nem eu a tinha. Já a elogiei em nossas conversas, portanto não preciso repetir aqui (apesar de querer fazê-lo).

O futuro nos dirá o que irá acontecer. Se será bom ou ruim, não cabe a mim decidir. Se o resultado for bom, espere uma pessoa empenhada em lhe dar o melhor de tudo, um amor surreal mas concreto, com limites e espaços para cada um, pois assim é que se vive. Não quero fazer propaganda de mim mesmo, não. Encare isso como uma conversa, a dois, a sós, em um daqueles bancos em que, talvez, passaremos a tarde juntos.
Repito: não se sinta pressionada por isso que lhe escrevi. É basicamente minha alma escrevendo, não minha mente. A mente consciente só trabalha as palavras na ordem certa. O que está nas entrelinhas é o válido.

Vou colocar meu email aqui, e você sabe que este texto é para você, por isso, nem mencionei nomes. Talvez... em um incerto futuro (conheceu alguém assim já?, que escreveu um texto apaixonado sem a conhecer?).
É: rafaelrocca@gmail.com

A vida guarda surpresas, e você foi a melhor surpresa que até hoje me aconteceu. Espero que me escreva algo ou que leia isto antes do dia 13, para que lá você saiba um pouco mais de mim. Você... é... tudo... o que... a vida... quis... me... mostrar... DE EXCEPCIONAL!

Beijos.
R.R.

Saturday, February 11, 2006

Foram tantas as palavras que escreveu a mim. Palavras curtas, sem nexo; palavras irmãs, palavras ardentes, palavras sãs. Foi-se assim. Trocamos as primeiras palavras, reais, íntegras, inteiras. Não sabíamos o que resultaria daqueles espaços vagos que existem e resistem, que atentam e agüentam, que carregam nas costas doloridas um significado mais do que imenso. Eram palavras tolas, palavras adolescentes, palavras subseqüentes palavras de amor. E um porquê por trás disso? Não, apenas do amor o vício, que me fez escrever palavras a você.

Passamos o tempo e as palavras, nas costas depravadas de seus significados, trocaram de papéis. Os elogios, elegias, que nunca deixei de fazer: você desprezou. Então suas palavras mudaram, aprofundaram-se em pérfidos significados. Eu mantinha minhas palavras intactas, eu não me esforçava para a elogiar, dizê-la sensata e firmemente que a amava. Por nada, as suas e as minhas palavras mudaram de dicionário, algumas delas guardadas no forro do nosso armário, num retrato emoldurado, amarelado pelo tempo passado juntos. O que vale mais que mil palavras se calou. Arrefeceu os sentimentos e não perdoou. Então, pouco a pouco, eu pensava, e não falava, as palavras...

Palavras que você gostava, que me falava constante a todo instante, que me amava. Todas as ilusões, os sonhos, as paixões; nosso cinema que não vamos mais; nossas noites que não dormimos mais; os sonhos que não temos mais; os planos que não se fazem mais; a vida que não se recupera, jamais. Todas as confusões, as atribulações, as exasperações, eu lidava com elas, como você queria. Fora eu fraco demais? A mais? Jamais?

E onde estáis?, minha amada. Idolatrada em minha mente por um senso sexto-sentido misterioso e tenebroso que não ouso desvendar. Bate o coração? Sim, sempre. Não, como antes. Sentes? Sou eu a bater em tua porta, querendo adentrar em tua memória, em tua cabeça. Meu espanto é perder-me no caminho do insconsciente, não de todo desvendável, senhorial. Sentes? É meu pensamento indo de encontro a ti. Poderías estar junto, aqui? Sentia feliz ao meu lado? Dizías que sim, que tudo era perfeito, que tudo era amável. Suportável.

E as palavras? Onde moram? Se moram, moram em mim; morrem em mim, angustiam-se em mim, e eu nada posso dá-las de bom, a não ser o líquido danoso do meu sofrer, do meu chamamento por ti, por si. E as palavras que você gostava? Dizia-mas sem nexo, sem... nexo... mas dizia. Outro levou de mim as palavras que eu tanto gostava? Sim, e levou também a palavra que mais me agradava;

Eu a amava.
Demais.

Querida,

Esta já é a sexta carta que eu escrevo, com muito prazer, para que eu não recaia outra vez em desespero. Queria saber mais da sua vida, queria que me contasse o que está fazendo, dia a dia, despreocupada com os detalhes da vida, com as coisas mínimas que às vezes estragam toda uma vida; despreocupada com o passado. Comigo... tudo continua a mesma rotina: amanhece, a amo; anoitece, a amo e não sei o que mais fazer... desespero?, talvez nem mais. O que me bate, à noite, quando estou sentado naquela nossa cadeira de balanço que fica na varanda, é uma saudade que se cola em mim, e não sai mais. Sua imagem vem-me à cabeça instantaneamente, e dali não sai mais.

Uma imagem, um retrato, estático, de você, apenas você; minha imagem, que estava ao seu lado parece ter sumido no tempo, como eu devo ter sumido no tempo a você. No entanto, estás aqui muito presente em mim, como aquela lembrança que você carrega da infância, uma coisa boa, ou uma chaga. Já lhe contei, algures, da minha incompleta alma: ela luta por sobrevivência, luta por desespero, por temor, e não a esquece. Jamais! Essa imagem está cada dia se renovando, tornando, assim, meus dias um pouco mais alegres, mais joviais. Mas olho para a mesa de jantar, e você não está.

Encontro-a em cada esquina por que passo, encontro-a em cada pessoa que anda e assusta com meu olhar cansado e perplexo. Encontro-a em lugares que você e eu costumávamos ir, costumávamos abençoar nosso perfeito relacionamento... "ávamos", "ávamos": que ferida em meu coração! Um dia, ele não mais agüentará, e sabe só Deus o que me vai acontecer. Talvez seja minha pena por não ter sido à sua altura, à parte do esforço, por não a amado como você, creio, gostaria; mas, apesar de tudo isso, eu a amei (e amo), eu me esforçei (e peno), eu me entreguei (e sou sua), eu me apaixonei (e vivo assim). Não importa todo o sofrimento que rói pouco a pouco meu coração, desde que esse sofrimento seja por você, de você e com você. Não ligue para me consolar, nunca me ligou, mas aqui já deixo o aviso. Deixe que eu a ame, se não posso pessoalmente, em sonhos.

Em sonhos, e nada mais.