Escritos

Thursday, August 04, 2005

Lembro-me das largas noites passadas;
O silêncio colorindo palavras
Que, mudas, pelo olhar teu, firme entrava
Na minha alma, dolente e extravasada.

A noite era nosso catre; voz brada,
Nossos suspiros; nossa vida atava
Teu sentimento ao meu, e eu, só, lembrava
Das vozes do silêncio, já morgadas.

E como era lindo nosso vão tempo!
Quanto não agradecera minha alma!
E quão longe colocaste o tormento!

Foram épocas de inefável calma,
Época sem pesar um só lamento,
E que removera da vida o trauma.

Rafael
04/08/05

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