Escritos

Thursday, August 04, 2005

A alguém...


Sonhos eram quando achei que tinhas aceito
Plenamente dentro deste seu ilustre peito.
E teci rede de ilusões,
Que, entre dois corações,
Planejava o que seria de nós feito.

E fora assim que cometi meu engano,
Por achar santo amor que era profano.
Nunca terei na vida,
Tal vida de mágoas cheia, sofrida,
E todo o amor que disponho arcano.

Deito-me assim, em meu leito,
E passo as noites em claro, mas aceito
O que a vida me trouxera.
Como sendo o resultado d’uma quimera,
Mal pude ter o tempo, que desdenho.

E, em mim, fica aberta uma lacuna, uma ferida;
Que somente tu podes sarar, querida;
Porque, nos tormentos da procela,
Meu coração aguardara o dela,
Chegando tarde, minha alta tornou-se entrita.

Mas mil e um, mais até, planos feitos,
Para que, minha cara, eu alegrasse seu peito;
Jaziam constantes em minha mente,
Vibrantes, agudos, tensos; fremente
A dinâmica de nosso pleito.

E foste embora, sem ao menos chegar,
E atiçou sem querer prolongar;
De erros meus talvez tudo feito,
Se não há mais contigo jeito,
Devo à solidão e à tristeza me agarrar.

Longas de data são essas minhas amigas,
Que tanto colocaram minh’alma em brigas
De paixões exuberantes,
De dúvidas assaz marcantes,

E de todo meio de vida, só tu me abriga!

0 Comments:

Post a Comment

<< Home