Escritos

Tuesday, July 26, 2005

America's Hiroshima


Esse é o nome carinhosa e supostamente atribuído a um novo plano desenhado por parte de Osama bin Laden e sua afamada Al-Qaeda ("A Base", em tradução rude) que consiste em levar aos Estados Unidos nada mais-nada menos que 70 bombas nuncleares para serem detonadas, como uma retaliação e um "protesto" à permanência de tropas norte-americanas (principalmente) no Iraque. A notícia corre pelos sites de mídia não-oficiais.

De acordo com esses sites, Osama comprara as bombas ou as retirara da ex-URSS. Convém lembrar e mesmo questionar que 70 bombas simplesmente desaparecidas de um arsenal controlado em parte pelos próprios norte-americanos é fato alarmante (ou mesmo irônico). De qualquer forma, essas bombas foram transportadas ao México e adentraram os Estados Unidos com a ajuda de uma gangue mexicana chamada MG-13. Dediquemos um parágrafo a ela, visto ser até certo ponto desconhecida dos brasileiros.

A gangue MS-13 (Mara Salvatrucha), de acordo com o site KnownGangs.com, é composta de exilados de El Salvador, resultado de uma guerra civil nesse país. Eles então fugiram para os Estados Unidos, mas mantiveram contatos com a gangue mexicana El Mara; por causa da discriminação que os espanhóis (latinos) sofrem nos Estados Unidos, a gangue resolveu tornar-se "oficial", sendo organizada hierarquicamente e possuindo membros desde os 12 anos de idade até adultos. Ela é atuante no México, na América Central como um todo (mais notadamente Guatemala, Honduras e El Salvador), nos Estados Unidos Central e até mesmo no Canadá. O site da Newsweek classifica-a como a gangue mais perigosa dos Estados Unidos.

Bom, depois dessa rápida digressão, continuemos aos passos do plano de Osama bin Laden. Sendo as bombas transportadas pela gangue MS-13, elas já se encontrariam nos Estados Unidos, prontas para a detonação, apenas aguardando ordem expressa do Oriente. A respeito do número de bombas, as opiniões de especialistas em terrorismo variam: há o grupo que diz que as bombas são em número de sete, alguns dizem quatro e a maioria diz quarenta. O dinheiro da compra dessas bombas viria dos aliados chechenos na Criméia.

Os locais-alvo seriam as capitais mais conhecidas dos Estados Unidos e, de acordo com informações supostamente obtidas por informantes nos Estados Unidos, as bombas seriam colocadas em locais com maior densidade demográfica relativa de crianças. Algumas cidades são apontadas: New York City, Los Angeles e San Francisco.

A suspeita desse ataque de destruição em massa (e que mataria cerca de quatro milhões de norte-americanos), veio de um ex-diretor da CIA, Paul L. Williams, através de um livro seu
"The Al Qaeda Connection: International Terrorism, Organized Crime and the Coming Apocalypse" ("A Conexão Al-Qaeda: Terrorismo Internacional, Crime Organizado e o Apocalipse Vindouro"). De acordo com suas palavras, um mês depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, duas malas contendo cerca de 80kg de urânio e plutônio, suficientes para fabricar bombas com até 2 kilotons em excesso, teriam chegado às bases operacionais da Al-Qaeda nos Estados Unidos. Uma dessas malas possui o número de série russo 9999 e data de 1988. O mecanismo, ainda de acordo com Williams, "é simples:o plutônio e o urânio são mantidos em compartimentos separados que estão ligados a um mecanismo detonador que pode ser ativado por um relógio ou uma chamada de celular". O presidente Bush falhara em suas políticas em relação ao México, mas ordenara a construção de bunkers (espécie de fortificação usada em guerras) para manter seguros os oficiais do governo em caso de ataque. Ainda de acordo com ele, cada um dos membros da MG-13 teriam recebido de 30 a 50 mil dólares para cada uma dessas malas transportadas Estados Unidos adentro.

No entanto, alguns fatos chamam a atenção de pesquisadores e mesmo curiosos no assunto. Em 2002, um aviso sobre uma operação deste tipo fora dada jornal London Times (obviamente, de Londres). Em 24 de novembro do mesmo ano, a mídia de notícias "The Observer" publicou na íntegra uma carta de Osama bin Laden aos americanos e àqueles que ocupam seu país, indicando as razões pelas quais os ataques contra as "potências ocidentais" vão continuar (Osama citou até o Alcorão, algo que relembra o famoso "Olho por Olho, Dente por Dente" do Hamurabi: "É dada a permissão de lutar (contra os infiéis) aos fiéis que contra esses lutas são travadas, pois estes foram enganados e certamente Alá é Capaz de garantir-lhes [aos fiéis] a vitória", Alcorão 22:39). Mais alertas foram feitos em 2003, através da mídia jornalística e sites de internet, no sentido da obtenção de armas nucleares por parte da Al-Qaeda.
Um fato que chama a atenção resume-se na seguinte pergunta: por que a 'grande mídia' (jornais como o The New York Times) não têm ainda matérias explícitas sobre tal possível ataque, que, apesar da parcela da população mundial ser indiferente, devido ao crescente anti-americanismo, é plausível, haja visto o tamanho do ódio que movimenta a cabeça dos extremistas islâmicos. Os sites que informam esse tipo de notícia (principalmente o WorldNetDaily) são chamados de "mídias alternativas", não sendo levados em consideração.

Há alguns membros da política dos Estados Unidos que estão preocupados com o assunto, a exemplo do republicano Tom Tancredo, que está pedindo uma análise de inteligência sobre as armas que a Al-Qaeda possui. Nenhuma palavra é dita pelo presidente George W. Bush ou qualquer outro de seu governo até o presente momento. Livros recém publicados, como o de Williams, estão aumentando de número cada vez mais e a atenção do público já está captada (como o provam dezenas de fóruns de discussões na internet).

Apesar de o episódio parecer até satírico, assim o pensavam as ameças pré-'11 de setembro' e que se mostraram muito verdadeiras, depois que cerca de 5 mil civil morreram. O governo norte-americano deve ficar atento para um ataque em tal proporção. As conseqüências dele, se de fato ocorrer, podem ser desastrosas não só para os norte-americanos, mas sim para o mundo inteiro.

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